Watchmen

Pela relevância da obra e pela expectativa que o filme está causando, vez por outra vou postar novidades e algumas curiosidades sobre “Watchmen”.

Pensada originalmente, para ser uma aventura com personagens recém adquiridos de uma pequena editora (Charlton Comics), logo teve que ser adaptada. Eles estavam sendo lentamente integrados à continuidade normal da DC, mas com o roteiro de Moore seriam radicalmente modificados, alguns até mortos, isso, tornou o uso dos personagens inviável. O melhor então era começar do zero, nomes, poderes e realidade inteiramente novos, mantendo ainda sim características e elementos da personalidade. Besouro Azul, Capitão Átomo, Questão, Pacificador e Sombra da Noite, tiveram então suas contrapartes criadas. Sem exceção todos fazem (ou faziam) parte do segundo escalão da editora. Se tivessem vontade própria, aposto que teriam preferido morrer imortalizados na melhor novela gráfica de todos os tempos a viver no limbo de histórias sem graça em que se encontram.

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Questão. Status Atual: morto, substituído por policial sapata.

Contraparte em Watchmen: Rorschach.

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Pacificador. Status Atual: sumido.

Contraparte em Watchmen: Comediante.

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Sombra da Noite. Status Atual: integrante do grupo Pacto das Sombras.

Contraparte em Watchmen: Espectral.

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Besouro Azul. Status Atual: morto, substituído por adolescente latino.

Batman. Status Atual: Integrante da Liga da Justiça e um dos mais importantes personagens da editora.

Contraparte em Watchmen: Coruja.

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Thunderbolt. Status Atual: reformulado, integrante da Sociedade da Justiça da América.

Contraparte em Watchmen: Ozymandias.

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Capitão Atomo. Status Atual: já morreu, e mudou de aparência um zilhão de vezes, foi da Liga da Justiça e até vilão.

Contraparte em Watchmen: Dr. Manhattan.

para encerrar os trailers legendados.

Baseado em fatos reais.

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Noite quente de verão. Em um pequeno apartamento desarrumado, um cara de trinta e poucos anos aproxima-se, saca sua chave e abre a porta. Sua silhueta é cansada, embora aliviada por ter vencido mais um dia de trabalho. Logo vem o fim de semana e poderá descansar, quem sabe se divertir um pouco.
Antes de dormir, porém, extraordinariamente, resolve lavar a louça que se encontra suja há, pelo menos, 3 dias. Lava alguns pratos, copos e a água começa rarear… só aí ele percebe que não completará a tarefa por força do destino: acabou a água.
Dando-se por vencido resolve dormir, não sem antes torcer a torneira com o intuito de fechá-la por completo.

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O relógio marca 1 da manhã. O protagonista dorme profundamente. Na torneira da cozinha, antes seca, começa a jorrar água em profusão. Sim, ela não estava fechada. O registro foi torcido para o lado inverso, deixando-a totalmente aberta. Em seu leito, nosso herói debaixo de roncos escuta o barulho gostoso de água escorrendo e pensa: que bom que chove, pelo menos diminuirá o calor.
Lá pelas 4 e 24 da manhã a água que escorre livremente pelo apartamento, avança sorrateiramente em direção à porta do seu quarto. Toma conta da sala e transborda rumo ao corredor. Um vizinho, insone, percebe e liga para a portaria:
– Portaria boa noite.
– Bom dia… O cara do 106 deixou a torneira aberta, avisa a ele que tá alagando tudo.
– Pois não senhor.
Enquanto isso na sua cama, em um sono profundo, ele começa escutar o interfone tocar, cada vez mais alto. Em um sobressalto ele levanta confuso.
– Chamada de madrugada, não pode ser boa notícia: familiares em apuros? O prédio pegando fogo? Ladrão no apartamento? Tudo se passa por sua cabeça instantaneamente.
De pé, avança como pode em direção ao aparelho, sem perceber, que à espreita, na penumbra, se encontra uma lâmina d’água, ali, logo em sua porta. Acontece então o fatídico encontro. Zonzo de sono e afobado pelo temor, acontece o escorregão. Como em um filme, uma série de acontecimentos pouco prováveis levam ao clímax. Pernas pra cima, bunda no chão molhado, e o pior, joelho na parede, cabeça na quina da porta.
Tentando se recompor ele se levanta, confere o tamanho do machucado, se senta um pouco procura sangue, felizmente não acha, começa a se formar um galo do tamanho de uma manga, mesmo assim vai ao interfone, e atende:
– Bom dia! Desculpe incomodar, aqui é da portaria. O senhor deixou uma torneira aberta.
Com a mão na cabeça, dor no joelho responde.
– Já percebi, obrigado.
– Novamente, obrigado desculpe o incômodo e cuidado pra não cair.
– Grrrrrrr!!!!!!!

A justiça vem para todos. Não importa o que você fez.

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Com essa frase, começa a união, mesmo que meio reticente, de dois dos caras mais fodas do mundo do entretenimento. Zack Snyder (diretor de filmes pra macho) e Alan Moore, esquisitão, avesso a badalações, escritor dos melhores quadrinhos de todos os tempos.
Zack Snyder, diretor de apenas 42  anos, é hoje responsável pelos dois filmes mais legais dos últimos tempos, Madrugada dos Mortos e 300. Em Madrugada dos Mortos, o diretor repagina a obra de George Romero, atualizando o subgênero de filmes de terror, zumbimovies, para algo mais passável, afinal nos dias de hoje não é fácil engolir que mortos lerdos e cambaleantes seriam risco para alguém com um arsenal razoável. Já em 300 ele mostra que um bom quadrinho, é um roteiro finalizado, um puta story board, nos dando uma das seqüências de ação em slow motion mais legais da história. As seqüências são tão incríveis que chegam a lembrar pinturas e desenhos.
Alan Moore, um verdadeiro gênio com aparência de mago medieval, é o autor dos super-heróis mais subversivo que conheço. Ele é diretamente responsável pelo fim do modelo perfeito de super seres, aqueles quase divinos que nunca erravam ou matavam e tinham pouquíssimas características da psique humana.
Em Watchmen, Alan Moore, mostra como seriam esses super seres se realmente existissem, suas virtudes e principalmente seus defeitos. Temas habitualmente alheios ao terreno das HQs como, por exemplo: perversão sexual, psicose, megalomania, metalinguagem, matemática fractal, teoria do caos, ultra-realismo, inúmeras referências literárias e musicais, permeiam toda obra.
Em qualquer outra mídia Moore estaria milionário, já que para DC Comics, sua editora, a série é o produto mais rentável da história. Porém na época de seu lançamento, ele e o desenhista, Dave Gibbons, assinaram um contrato que cedia os direitos da obra até que ela esgotasse, quando seriam novamente detentores de seus direitos. Acontece que a obra é reeditada e relançada todo ano, isso há mais de 20 anos, portanto nunca retorna aos seus autores.
Pra se ter idéia da importância dessa obra, ela ganhou vários prêmios Eisner (o Oscar dos quadrinhos), o maior prêmio para obras de ficção científica (o prêmio Hugo), até então só entregue a obras literárias. E ainda é a única revista em quadrinhos (ou novela gráfica) presente na lista dos 100 melhores romances do século 20 da Revista Time.
Em 2009 será lançada sua adaptação para a telona. E é aí que eles se encontram (ou não, já que Alan Moore pediu pra retirarem seu nome dos créditos, alegando que sua obra foi roubada). O trailer já causa arrepios pela semelhança gráfica com a obra, e pelo menos para mim, vem com a expectativa de ser o melhor filme da década. Até lá é só acompanhar os trailers, posters, wallpapers e aguardar.

Cinema Paradiso.

Em um mundo cada dia mais customizado, as empresas suam a camisa e perdem noites de sono pensando em como realizar uma experiência única para você, em como oferecer em um produto algo pensado e moldado a sua forma.

O “ir” ao cinema é algo único, até filmes ruins são passáveis. Bombas como Godzilla, Van Hellsing e Twister, como um Sansão, careca e depilado, perdem toda sua força na tv.

Enquanto obras-primas do gênero, como Matrix e O Senhor do Anéis, maximizam suas histórias nos atordoando com efeitos sonoros e visuais, só percebidos em toda sua grandeza numa sala de projeção.

Em uma das cenas mais bonitas de um clássico moderno, Cinema paradiso, um filme é passado em praça pública, na parede da igreja, se me lembro bem, reunindo ali todos os afetos e desafetos da pequena cidade.

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E se você pudesse fazer isso? Reunir todos seus amigos pra assistir uma sessão de cinema com seu filmão preferido, ter a oportunidade de assistir ou rever qualquer clássico, não ter de esperar mais 6 meses pra baixar aquele independente que nunca entra em cartaz ou chega nas locadoras.

Pois bem, algo até pouco tempo impensado aconteceu, as salas do moviecom, podem ser agora sua sala de estar, seu home teather, ou sendo bem literal, seu home cinema.

Filmes como O Poderoso Chefão, Ben-hur, E.T., Tempos Modernos, Sete Homens e Um Destino, O Cheiro do ralo, isso só pra citar alguns, podem ser apreciados como devem, no cinema.

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É tudo aparentemente muito simples, algo como um orkut dos cinéfilos, você entra no site do MovieMobz, cadastra-se e cria um perfil, daí em diante é tudo meio orkut mesmo, cria comunidades (movieclubes), adiciona amigos etc. A diferença é que serve pra alguma coisa, se você consegue juntar uma quantidade mínima de pessoas, sua sessão está viabilizada, e mais quanto maior o número de pessoas, mais barato o ingresso. É ou não, muito legal?

Vamos lá galera, vamos ver qual é. Como diz o site: mobilização é poder.

As luzes da cidade acesas…

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Aquecimento global, crise energética, apagão, nada disso parece surtir efeito quando o assunto é decoração natalina, não sei ao certo quanto, mas o consumo deve aumentar muito nessa época do ano, e olha que ainda não acenderam aquele varal de lâmpadas que chamaram de árvore, aquele lembra? disseram ser a maior do mundo, da america latina, do país, do Nordeste, e por fim era somente a maior da cidade. Maior mesmo, só se for contar como a maior gambiarra de luz do planeta.

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Me pergunto onde estão as ONGs nessa hora, elas que as vezes enchem o saco por nada, pedem tudo e qualquer serviço como favor e implicam por qualquer coisa, nessa hora fazem mesmo é vista grossa não sei se por causa da cultura de culpa católica, ou se são só falsos moralistas. Só defendem o que lhe convém.

Poxa! Tem carro andando a hidrogênio e cuspindo água potável pelo escapamento, casas auto-sustentáveis com energia solar, simulação de big bang e ninguém pensou numa decoração natalina que não sobrecarregue nosso saturado sistema elétrico? Ano passado em fortaleza tinha uma belissima árvore, toda feita de redes, sim! redes de dormir, ficou lindo, original, regional e o melhor ecologicamente correto.

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Nosso prefeito que passou oito anos na cadeira, e que só resolveu trabalhar nos 2 últimos, podemos citar entre suas obras: canteiros com grama suficiente para construir @##$% zibilhões de campos de golfe, aquele negócio na antiga rodoviária da Ribeira, que não serve pra nada, duas obras de niemeyer, que não servem pra nada, e aquela confusão na Av. Bernardo Vieira, essa sim teve serventia, serviu pra arrancar árvores e piorar o calor e o  trânsito. Adora posar de defensor do meio ambiente. Bem que poderia ter pensado em algo melhor do que esse refugo de Gramado-RS. Aliás com tanta energia economizada daria pra climatizar aqueles forninhos apelidados de “estações de transferência de ônibus”, pagar as contas de luz das escolas públicas, delegacias, postos de saúde, etc. Todos cansados de ter seu fornecimento cortado. Esse(a) sim, seria, um(a) Feliz Natal.

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De 14 a 20 desse mês ocorrerá no Midway Mall, uma mostra de fimes franceses, é o Sétimo Festival Varilux de Cinema Francês, são sete filmes, seis ineditos, a mostra ocorre em 12 cidades brasileiras, Natal entre elas. Não sei se vai ser mais barato ou gratuito por ser um evento patrocianado, se alguem souber de algo informe nos comentários.

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Para saber mais, vá direto ao hotsite.

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Quase auto-ajuda

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A campanha da Nova Schin, que se encontra atualmente no ar, me levou a refletir um pouco: realmente, levamos pequenas coisas a sério enquanto ignoramos as grandes. Bateram no seu carro? graaaaannndee!!! Conserte, ou não. Venda ou permaneça com ele.  Só entenda que enquanto você tá reclamando do novo arranhão que acabou de achar, tem alguém, atrasado, cansado ou doente esperando um ônibus por aí. Acabou um relacionamento? Chore, reclame, xingue, mas entenda que melhor que o fim, é o começo do novo.

Não perca momentos de sua vida achando o que poderia ser. Concentre-se em aproveitar o que é. Lembre-se: quem anda olhando pra baixo, perde o pôr-do-sol no horizonte.

Nunca mais eu bebum.

Vou logo dizendo que deveria ter feito esse texto sábado, infelizmente, estava morto de ressaca. Domingo? Nan!!! Muito sonolento e ainda um pouco enjoado.

A ressaca não é nenhum mistério da ciência, é um “se ligue” do seu corpo, é algo do tipo: ô imbecil, esse negócio não tem um gosto bom, faz mal pra caralho, então pra que consumir isso? Agora mermão, agüente.

Depois de sexta, parei, de beber, juro! Parafraseando o cara do Matanza, “só bebo pra lembrar porque parei”. Caramba é muito ruim, e ainda tem gente que diz não ter ressaca, duvido muito, não deve ter é idade suficiente pra ser abalado por ela. Encher a cara aos 20, é igual encher a cara aos 30, com uma diferença, o day after.

Não te convenci ainda? Vamos partir para argumentos racionais. Pense comigo, quais os benefícios da bebida? Você por alguns instantes fica mais feliz, mais gaiato, mais dançarino, sei lá, não consigo pensar em mais nada.

Agora invertamos o raciocínio: o vexame, o vomito azedo, o bati o carro, o perdi a carteira, o perdi o celular, o peguei a baranga, o dormi com a baranga, o acordei com a baranga.

Pra fechar com chave de ouro que tal ressaca física e moral? Porque sempre que resolvemos encher a cara e meter os dois pés na jacá, tem aquele filho da puta que não bebe, tá tomando um antibiótico,  ou na real, tá ali te fotografando, te filmando, só pra te massacrar assim que puder. Frases do tipo: Lembra que você…. Colocaram um vídeo seu no You Tube…. Nunca terminam como a gente gostaria.

Beber é algo que odiamos amar e amamos odiar, é foda mesmo. Por isso, pense bem antes de beber, mas se mesmo assim você for, só peço uma coisa: me chame.

Para ver:

Para ouvir:

O Último Bar

Para beber: