Próximas atrações.

At_the_Copy_Machine_by_achibner

Hollywood há muito passa por uma crise, não tem nada haver com o download ilegal de filmes ou a banquinha de piratex ali da esquina. A crise que ronda cinemopólis do Tio Sam é uma crise criativa, atualmente quase tudo que sai de lá, pelo menos o que chega com toda pompa aos cinemas, com megahipertriliárdarias campanhas de marketing, tem gosto de hamburguer de microondas, não é ruim, dá pra comer, e mata fome, mas tá longe de ser um sanduíche de verdade.

Temos uma infinidade de adaptações chegando, vindas de diferentes origens: literatura, quadrinhos, videogames, brinquedos, desenhos animados. No mais são continuações, refilmagens e pouco, mais muito pouco de filmes autorais com qualidade.

Baseado nas action figures GI Joe, aqui no Brasil Comandos em Ação.

Quarta continuação da cinessérie O Exterminador do Futuro, inspirada em quadrinhos dos x-men.

Mais brinquedos, dessa vez os Japoneses da Hasbros.

História do gangster americado Dillinger, filmado e refilmado pelo menos umas 10 vezes, dessa vez pelo menos tem um elenco ducaralho.

Essa acho que é original, o diretor é Sam Raimi (homem-aranha), o trailer parece assustador.

Na linha de “Cara, cade meu carro”, uma comédia que parece divertida, mas com gostinho de não comi isso ontem?

Esse é realmente original, como não pensei nisso??????

Ladrão que rouba ladrão…

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Maus, irreverentes, beberrões e mulherengos. Mais Macho que isso? Tá difícil. A figura clássica do pirata como conhecemos referenda-se nos “piratas do caribe”, não o filme da Disney é claro, mas  saqueadores que singravam os mares pilhando navios que vinham abarrotados de riquezas roubadas do chamado Novo Mundo. Eles utilizavam como porto as paradisíacas ilhas caribenhas, onde consertavam seus navios, descansavam, bebiam e brigavam. Mesmo sendo ladrões e assassinos cruéis possuíam uma aura de rebeldia e aventura, em parte pelo seu, nem sempre, rigoroso código de conduta, em parte por retirar dinheiro e riquezas dos poderosos.

Boa parte do que sabemos vem do cinema e acabaram influenciando (novidade!!!) nosso cotidiano.

Hoje, por exemplo, costuma-se designar quase toda atividade fora da lei de pirataria. Falsificação, bio pirataria na Amazônia, filmes vendidos em calçadas, hackers, softwares, e até o ato de compartilhar arquivos na rede ganha comparativo com esses não tão vilões assim. A bandeira preta de ossos cruzados continua hasteada, se diversificando mais ainda atacando os ricos onde mais dói, no bolso.

Nas telas:

História dentro da história, ficou de fora da adaptação para o cinema de Watchmen. Prometido como extra do DVD, A Lenda do Cargueiro Negro, é tão bom quanto à história dos heróis, o trailer já é um sinal de que vem coisa boa por ai.

Filme pornô mais caro da história, Piratas 2 – A Vingança de Stagnetti, não deve agradar pelas atuações, e sim pelas belas mulheres e pelos elaborados efeitos especiais clonados do blockbuster do Mickey. No mínimo curioso.

Curiosidades:

Quando para um homem usar  brinco ainda era tabu, dizia-se que o acessório só era tolerado do lado esquerdo. É que os piratas que usavam argola na direita ao fazer a mira, tinham a orelha arrancada pelo coice da arma.

Muitas expressões que usamos, ao que parece, nasceram num convés. Nos referimos a quem gosta de aparecer como “papagaio de pirata”, a quem não sabe jogar bola de “perna de pau” e a algo ruim (uma mácula) como uma “mancha negra”, esse último era um sinal de mal presságio, ameaça ou ultimato utilizado para intimidar inimigos e rivais.